PIB sofrerá impacto de 2,5% por conta do auxílio emergencial

Segundo um estudo realizado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o auxílio emergencial terá impacto de aproximadamente 2,5% no Produto Interno Bruto (PIB) de 2012. O impacto será maior no Nordeste brasileiro, onde deve impactar cerca de 6,5% do PIB da região.

O 2,5% do PIB, em valores absolutos, representa R$ 182,5 bilhões. Marcelo Freire e Ecio Costa, economistas responsáveis pela projeção, explicaram que o impacto do auxílio se dá por ser um programa sem intermediários. O benefício faz transferência de renda direta, sem nenhuma contrapartida.

“O 2,5% do PIB, em valores absolutos, representa R$ 182,5 bilhões. Marcelo Freire e Ecio Costa, economistas responsáveis pela projeção, explicaram que o impacto do auxílio se dá por ser um programa sem intermediários. O benefício faz transferência de renda direta, sem nenhuma contrapartida”, explicaram os economistas.

Todos os estados do Norte e Nordeste terão percentual maior que 2,5%, a média nacional. Maranhão terá o maior impacto, de 8,6% do PIB. Em seguida, aparece o Piauí, com 7,9%, Paraíba, com 6,7%, e Alagoas e Ceará, cada um com 6,4%.

Outros doze estados ficam com a porcentagem maior que a média do Brasil. Sergipe e Acre, ambos com 5,9%, Bahia e Amapá, ambos com 5,8%, Pernambuco, com 5,5%, Rio Grande do Norte, com 5,3%, Roraima, com 4,8%, Amazonas, com 4,3%, Tocantins, com 4,0%, Rondônia, com 3,2%, e Goiás, com 2,6%.

São Paulo foi o estado que mais recebeu dinheiro do auxílio; foram quase 30 bilhões de reais. Entretanto, o estado teve um dos menores impactos na economia em relação ao PIB. O percentual de São Paulo foi de 1,3%, à frente de Santa Catarina, com 1,2%, e Distrito Federal, com 0,7%.

Outra pesquisa revelou que o principal uso do auxílio emergencial foi com comida e que ele foi recebido principalmente na região Nordeste.