Crise nos supermercados foi contida com ajuda do auxílio emergencial

Auxílio emergencial é apontado como um dos fatores que amenizou o surto do novo coronavírus para as empresas, segundo o balanço do ano de 2020. Ainda Segundo as empresas Pão de Açucar e Carrefour, ambas presentes na Ibovespa, benefício é o motivo apontado como fator para contenção da crise nos supermercados.

De acordo com o balanço do segundo trimestre de 2020 no Brasil, o auxílio emergencial de R$ 600 é apontado como um dos fatores que amenizou a crise da pandemia do novo coronavírus para empresas. O Carrefour e o Grupo Pão de Açúcar (GPA), duas redes de supermercados listadas no Ibovespa, o auxílio foi considerado um dos motivos para conter a crise nos supermercados.

A migração de pessoas físicas para bandeiras de atacarejo também foi atribuída ao auxílio. Vendedores de cerveja também creditam a surpresa positiva do período ao benefício emergencial de R$ 600.

Em live da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Stephane Engelhard, vice-presidente da rede Carrefour, afirmou: “Não sentimos efeito da crise pelo auxílio emergencial, mas ele vai acabar”.

Em entrevista ao Estadão, o diretor financeiro do grupo Carrefour concordou. Ele analisa como a empresa ficará após o auxílio emergencial chegar ao fim. “Achamos que o auxílio emergencial vai acabar, o desemprego vai subir. Teremos crise pela frente, mas é cedo para dizer como será”, disse ele.

Entre os vendedores de bebidas alcoólicas, o resultado positivo foi afirmado pela Ambev. A empresa estima que o auxílio ajudou na receita do trimestre, bem como sua estratégia de inovação e distribuição.

O setor avalia que o impacto negativo será sentido assim que o auxílio emergencial de R$ 600 chegar ao fim, já que estão ligados ao poder de compra dos brasileiros.